¿Estatizar la vida? Un estudio sobre (re)configuración de las concepciones de público y privado en la historia y en la historia de la educación

Autores/as

  • Aline de Morais Limeira Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
  • José Gonçalves Gondra Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Palabras clave:

público y privado, historia de la educación, estado y sociedad civil, historiografía de la educación

Resumen

En este artículo desarrollamos una reflexión respecto de las concepciones de público y privado tomando como referencia los campos de la historia y la historia de la educación, en investigaciones relacionadas con el siglo XIX. En este ejercicio, revisamos un significativo conjunto de literatura disponible, con el objetivo de problematizar las formulaciones apoyadas en aporías rígidas y mecánicas entre las esferas pública y privada y el modo en que informan y orientan diversos estudios, especialmente aquellos relativos a la instrucción en Brasil. Al analizar las formulaciones disponibles, reflexionamos sobre los binarismos entre Estado y Sociedad, buscando demostrar la fecundidad y complejidad de los procesos de afirmación de los Estados modernos, de los aparatos y monopolios, así como de las configuraciones sociales relacionadas. Con esto, procuramos contribuir a la profundización de la reflexión sobre la formulación y definición del principio de libertad de enseñanza y de aquello que se busca instaurar o inhibir en Brasil a partir del siglo XIX.

Citas

Alencastro, L. F. (1997). Vida Privada e Ordem Privada no Império. Em F. Novais e L. F. Alencastro (Orgs.), História da Vida Privada no Brasil. Império: a Corte e a modernidade nacional (pp.12-93). São Paulo: Companhia das Letras.

Ariès, F. (2009). Por uma história da vida privada. Em R. Chartier (Org.), História da vida privada: Da Renascença ao Século das Luzes (Vol. III, pp. 9-25). São Paulo: Companhia das Letras.

Borges, A. (2008). Ordem no ensino: inspeção de professores primários na Capital do Império brasileiro (1854-1865) (Dissertação de Mestrado). Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Campos, J. C. P. de (2010). Políticas de educação pública na cidade do Rio de Janeiro (1870-1930): relações entre o público e o privado na construção da rede de escolas públicas (Tese de Doutoramento). Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

Castan, N. (2009). Política e vida privada. Em R. Chartier (Org.), História da vida privada: Da Renascença ao Século das Luzes (Vol. III, pp. 34-74). São Paulo: Companhia das Letras.

Chalhoub, S. (1996). Cortiços e epidemias na Corte imperial. São Paulo: Companhia das letras.

Chartier, R. (1991). A História Cultural. Entre práticas e representações. Lisboa: Ed. Difel.

Chartier, R. (2009). Conclusão. Em R. Chartier (Org.), História da vida privada: Da Renascença ao Século das Luzes (Vol. III, pp. 595-597). São Paulo: Companhia das Letras. São Paulo: Companhia das Letras.

Corbin, A. (2009). Bastidores. Em M. Perrot (Org.), História da vida privada: Da Revolução Francesa à Primeira Guerra (Vol. IV, pp. 387-568). São Paulo: Companhia das Letras.

Costa, J. F. (1989). Ordem médica e norma familiar. Rio de Janeiro: Graal.

Costa, S. G. (1996). Metáforas do tempo e do espaço doméstico. RJ, século XIX (Tese de Doutoramento). Universidade Federal Fluminense, Niterói.

Devoto, F., e Madero, M. (2000). Historia de La vida privada en la Argentina. Pais antiguo. De La colônia a 1870. Buenos Aires: Taurus.

Duby, G. (2009). Poder privado. Poder Público. Em G. Duby (Org.), História da Vida Privada. Da Europa feudal à Renascença (Vol. II, pp. 16-50). São Paulo: Companhia das Letras.

Elias, N. (1993). O processo civilizador. Formação do Estado e Civilização (Vol. 2). Rio de Janeiro: Zahar.

Foucault, M. (2008a). Segurança, território e população. São Paulo: Martins Fontes.

Foucault, M. (2008b). Arqueologia das Ciências e História dos Sistemas de Pensamento (2ª ed.). Rio de Janeiro: Forense Universitária.

Gil, N. (2007). A dimensão da educação nacional: um estudo sócio-histórico sobre as estatísticas oficiais da escola brasileira (Tese de Doutoramento). Universidade de São Paulo, São Paulo.

Gondra, J. G. (2004). Artes de civilizar: medicina, higiene e educação escolar na Corte Imperial. Rio de Janeiro: EDUERJ.

Gondra, J. G. (2018). A emergência da escola. São Paulo: Cortez.

Goulemot, J. M. (1991) As práticas literárias e a publicidade do privado. Em R. Chartier (Org.), História da vida privada: Da Renascença ao Século das Luzes (Vol. III, pp. 359-396). São Paulo: Companhia das Letras.

Graham, R. (1997). Clientelismo e Política no Brasil do Século XIX. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ.

Hunt, L. (2009). Revolução Francesa e vida privada. Em M. Perrot (Org.), História da vida privada: Da Revolução Francesa à Primeira Guerra (Vol. IV, pp. 18-46). São Paulo: Companhia das Letras.

Limeira, A. de M. (2010). O comércio da instrução no século XIX: colégios particulares, propagandas e subvenções públicas (Dissertação de Mestrado). Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

Lyra, M. L. V. (1999). O público e o privado no Brasil Imperial. Em E. Nodari, J. M. Pedro e Z. M. Gricoli Iokoi (Orgs.), Anais do XX Simpósio da Associação Nacional de História. História: fronteiras (pp. 283-194). São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP.

Machado, R. (1978). Danação da norma – medicina social e constituição da psiquiatria no Brasil. Rio de Janeiro: Graal.

Mattos, I. R. (2004). O tempo Saquarema. São Paulo: Hucitec.

Morel, M. (2005). As transformações dos espaços públicos. Imprensa, atores políticos e sociabilidades na Corte imperial (1820-1840). São Paulo: Hucitec.

Neves, L. M. B. (2011). Estado e política na independência. Em K. Grinberg e R. Salles (Orgs), O Brasil Imperial (1808-1831) (Vol. 1, pp. 95-136). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

Rago, M. (1997). Do cabaré ao lar – a utopia da cidade disciplinar (Brasil 1890/1930). Rio de Janeiro: Paz & Terra.

Rebello, H. J. (1867). Memória e considerações sobre a população do Brasil. Revista IHGB, 3(1), 5-42.

Reis, J. J. (1997). O cotidiano da morte no Brasil Oitocentista. Em L. F. de Alencastro (Orgs), História da Vida Privada no Brasil. Império: a Corte e a modernidade nacional (Vol II, pp. 73-112). São Paulo: Companhia das Letras.

Senra, N. (2008). Pesquisa histórica das estatísticas: temas e fontes. Fiocruz. Revista História, Ciências, Saúde-Manguinhos, 15(2), 411-425.

Veyne, P. (1998). Como se escreve a história (4ª Ed.). Brasília: EdUnB.

Publicado

2021-01-04

Cómo citar

de Morais Limeira, A., & Gonçalves Gondra, J. . (2021). ¿Estatizar la vida? Un estudio sobre (re)configuración de las concepciones de público y privado en la historia y en la historia de la educación. Revista IRICE, (38), 11-40. Recuperado a partir de https://ojs.rosario-conicet.gov.ar/index.php/revistairice/article/view/1307

Número

Sección

Artículos