"Eu digo sempre que os historiadores são artesãos. Nós devemos ser artesãos." Entrevista com Daniel James
DOI:
https://doi.org/10.35305/ac.v22i32.2088Palavras-chave:
Daniel James, História Oral, Gênero, Metodologias, História, Imaginação SociológicaResumo
Nesta entrevista, Daniel James fala-nos da sua infância no Reino Unido e recorda os verões passados na casa do seu tio mineiro, no País de Gales. Ficamos a saber que é filho único de uma enfermeira e de um metalúrgico, e que ambos foram convocados para o Exército Britânico para servir na Segunda Guerra Mundial. O seu pai, membro do Partido Comunista, iniciou-o na leitura e na história. Mais tarde, incentivou-o a estudar na universidade. A biblioteca da família forneceu os primeiros livros que o introduziram na história, incluindo alguns de Eric Hobsbawm. James recorda então a sua educação inicial em Oxford e a sua entrada no History Workshop de Raphael Samuel. Através das suas palavras, revivemos o fascínio eletrizante que sentiu ao ouvir Edward P. Thompson pela primeira vez. O seu relato transmite, com uma precisão sensível, a exibição apaixonada e teatral de Thompson perante um público atento e silencioso. A nossa conversa explora, então, os motivos que o levaram a escolher a América Latina e a Argentina para a sua pesquisa, o seu percurso que o levou a Resistencia e Integración e o seu encontro com Berisso e, crucialmente, com Doña María. O seu mais recente livro com Mirta Zaida Lobato — Paisagens do Passado — ocupa um lugar importante nesta conversa. São também apresentadas as suas reflexões metodológicas sobre as possibilidades e limitações que os historiadores experienciam ao tentarem reconstruir mundos inevitavelmente fragmentados. Como síntese da sua concepção do ofício — e também desta entrevista —, recorremos a uma das suas citações que nos remete para a imaginação sociológica postulada por Charles Wright Mills: "Digo sempre que os historiadores são artesãos. Devemos ser artesãos."
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