Represión política en la dictadura militar brasileña: un sobrevuelo por la historiografía

Autores/as

  • Mariana Joffily Universidade do Estado de Santa Catarina

Palabras clave:

dictadura militar brasileña, represión política, violencia política, militares, historiografía

Resumen

Más allá de las semejanzas de la violencia ejercida por el Estado durante las dictaduras del Cono Sur, basadas en la teoría de guerra antisubversiva francesa y en la Doctrina de Seguridad Nacional, Brasil ha tenido sus rasgos particulares. En este artículo se describe abreviadamente la cronología de la persecución política – pensada sobretodo en términos de detenciones, torturas, asesinatos y desapariciones –y sus características principales, para enseguida presentar en líneas generales los temas contemplados por la historiografía, las obras dedicadas a cada uno de ellos y algunos de los debates historiográficos existentes. Se plantea aquí que una de las cuestiones más complejas y urgentes a investigarse, aún escasa en la bibliografía, son las interrelaciones entre una represión social de largo plazo y la represión política más circunscrita al período dictatorial.

Citas

ANTUNES, Priscila Carlos Brandão. SNI e ABIN: uma leitura da atualização dos serviços secretos brasileiros ao longo do século XX. Rio de Janeiro: FGV, 2002.

ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO. Brasil: nunca mais. 17. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1986.

ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO. Perfil dos atingidos. Petrópolis, RJ: Vozes, 1986.

AQUINO, Maria Aparecida de; MATTOS, Marco Aurélio Vannucchi Lemes de; SWENSSON JR., Walter Cruz (Org.). Radiografias do autoritarismo republicano Brasileiro. São Paulo: Arquivo do Estado de São Paulo/Imprensa Oficial, 2002. 5 volumes.

AREND, Silvia; HAGEMEYER, Rafael; LOHN, Reinaldo. Ditadura Militar: mais do que algozes e vítimas. A perspectiva de Carlos Fico. Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 5, n. 10, abr. 2013, p. 464-483.

ARGOLO, José Amaral; RIBEIRO, Kátia; FORTUNATO, Luiz Alberto M. A direita explosiva no Brasil. Rio de Janeiro: Mauad, 1996.

BAFFA, Ayrton. Nos porões do SNI. O retrato do monstro de cabeça oca. Rio de Janeiro:Objetiva, 1989.

BAUER, Caroline Silveira. Avenida João Pessoa, 2.050 – 3o andar: terrorismo de Estado e ação de polícia política no DOPS do RS (1964-1982). 2006. Dissertação (Mestrado em História) – Pós-Graduação em História, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Rio Grande do Sul, 2006.

BRASIL: NUNCA MAIS DIGITAL. Disponible en: http://bnmdigital.mpf.mp.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=REL_BRASIL. Acceso en: mar. 2018.

CAMPOS FILHO, Romualdo. Guerrilha do Araguaia: a esquerda em armas. Goiânia: EdUFG, 1997.

CARDOSO, Lucileide Costa. Criações da memória: defensores e críticos da ditadura (1964-1985). Cruz das Almas: UFRB, 2012.

CARNEIRO, Ana; CIOCCARI, Marta. Retrato da repressão política no campo: Brasil, 1962-1985. Camponeses torturados, mortos e desaparecidos. Brasília: Ministério do Desenvolvimento Agrário, 2011.

CARVALHO, Luís Macklouf. Mulheres que foram à luta armada. São Paulo: Editora Globo, 1998.

CHIRIO, Maud. A política nos quartéis: revoltas e protestos de of iciais na ditadura militar brasileira. Rio de Janeiro, Zahar, 2012.

CHIRIO, Maud; JOFFILY, Mariana. La verdad de los verdugos. Las comparecencias de los agentes de la represión ante la Comissão nacional da Verdade no Brasil. Rubrica Contemporanea, v. 5, n. 9, 2016, p. 11-33.

CHIRIO, Maud; JOFFILY, Mariana. La répression en chair et en os: les listes d’agents de l’État accusés d’actes de tortures sous la dictature militaire brésilienne. Brésil(s): Sciences Humaines et Sociales, 5: p. 77-103, 2014.

CHIRIO, Maud; JOFFILY, Mariana. “Moderniser la répression politique : la stratégie de formation de "l’homme de renseignement sous la dictature brésilienne”, Histoire@Politique, n. 34, jan.-abr. 2018, p. 1-14.

COMBLIN, Joseph. A ideologia da segurança nacional: o poder militar na América Latina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.

COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE. Relatório Final. Brasília, Presidência da República, 2014.

COLLING, Ana Maria. A Resistência da Mulher à Ditadura Militar no Brasil. Rio de Janeiro. Record: Rosa dos Tempos, 1997.

COLLING, Ana Maria. “50 anos da ditadura no Brasil: questões feministas e de gênero. OPSIS, Catalão, v. 15, n. 2, p. 370-383, 2015.

CÔRTES, Joana. Dossiê Itamaracá. Cotidiano e resistência dos presos políticos da penitenciária Barreto Campelo. Pernambuco 1973-1979. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2015.

COWAN, Benjamin. Securing sex: moratily and repression in the making of Cold War Brazil. North Carolina: University of North Carolina Press, 2016.

D’ARAUJO, Maria Celina; CASTRO, Celso (Org.). Ernesto Geisel. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1997.

D’ARAÚJO, Maria Celina; SOARES Gláucio Ari Dillon;CASTRO, Celso (orgs.), Os anos de chumbo: a memória militar sobre a repressão, Relume Dumará, Rio de Janeiro, 1994.

D’ARAUJO, Maria Celina; SOARES, Gláucio Ari Dillon; CASTRO, Celso (Org.). Visões do golpe: a memória militar sobre 1964. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994.

D’ARAUJO, Maria Celina; SOARES, Gláucio Ari Dillon; CASTRO, Celso (Org.). A volta aos quartéis: a memória militar sobre a abertura. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1994.

FERNANDES, Ananda Simões. Reformulação da doutrina de segurança nacional ple Escola Superior de Guerra no Brasil: a geopolítica de Golbery do Couto e Silva. Antíteses, UEL, Londrina, v. 2, n. 4, jul.-dez. 2009.

FICO, Carlos. Como eles agiam. Os subterrâneos da ditadura militar: espionagem e polícia política. Rio de Janeiro: Record, 2001.

FICO, Carlos. O grande irmão: da operação Brother Sam aos anos de chumbo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.

FICO, Carlos. Violência, trauma e frustração no Brasil e na Argentina: o papel do historiador. Topoi, v. 14, n. 27, jull.-dez. 2013, p. 239-261.

FICO, Carlos. O golpe de 1964. Rio de Janeiro: FGV, 2014, p. 120.

FICO, Carlos. Ditadura militar brasileira: aproximações teóricas e historiográficas. Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 9, n. 20, jan.-abr. 2017, p. 5 -74.

FIGUEIREDO, Lucas. Ministério do silêncio. A história do serviço secreto brasileiro de Washington Luís a Lula – 1927-2005. Rio de Janeiro: Record: 2005.

FIGUEIREDO, Lucas. Olho por olho. Os livros secretos da ditadura. Rio de Janeiro: Record, 2009.

FON, Antonio Carlos. Tortura:a história da repressão política no Brasil. São Paulo: Global, 1979.

GASPARI, Elio. A ditadura acabada. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2016.

GASPARI, Elio. A ditadura derrotada. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

GASPARI, Elio. A ditadura encurralada. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

GASPARI, Elio. A ditadura envergonhada. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

GASPARI, Elio. A ditadura escancarada. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

GASPAROTTO, Alessandra. O terror renegado. A retratação pública de integrantes de organizações de resistência à ditadura civil-militar no Brasil (1970-1975). Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2012.

GODOY, Marcello. A casa da vovó. Uma biografia do Doi-Codi (1969-1991), o centro de sequestro, tortura e morte da ditadura militar. São Paulo: Alameda, 2014.

GONÇALVES, Rafael Soares; AMOROSO, Mauro. Golpe militar e remoções das favelas cariocas. Revisitando um passado ainda atual. Acervo, Rio de Janeiro, v. 27, n. 1, p. 209-226, jan.-jun. 2014.

GREEN, James ; QUINALHA, Renan (Orgs). Ditadura e homossexualidades: repressão, resistência e busca da verdade. São Carlos: EdUFSCar, 2015.

HUGGINS, Martha; HARITOS-FATOUROS, Mika; ZIMBARDO, Philip. Violence workers: Police torturers and murderers reconstruct brazilian atrocities. California, EUA: University of California Press, 2002.

HUGGINS, Martha. Polícia e política: Relações Estados Unidos/América Latina. São Paulo: Cortez, 1998.

JOFFILY, Mariana. No centro da engrenagem: os interrogatórios na Operação Bandeirante e no DOI de São Paulo (1969-1975). Rio de Janeiro: Arquivo Nacional; São Paulo: Edusp, 2013.

JOFFILY, Mariana. “As sentinelas indormidas da pátria: os interrogadores do Doi-Codi de São Paulo”, Revista Mundos do Trabalho, vol. 1, n 1, jan.–jun. 2009, p. 259-277.

JOFFILY, Mariana. “Memória, gênero e repressão política no Cone Sul”. Tempo e Argumento. Florianópolis: UDESC, v.2, n. 1, p. 11 – 135. jan.-jun. 2010.

JOFFILY, Olívia Rangel. Esperança equilibrista. Resistência feminina à ditadura militar no Brasil (1964-1985). Florianópolis: Insular, 2016.

JUPIARA, Aloy; OTÁVIO, Chico. Os porões da contravenção. Jogo do bicho e ditadura militar: a história da aliança que profissionalizou o crime organizado.Rio de Janeiro: Record, 2016.

KUSHNIR, Beatriz. Cães de guarda: jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988. São Paulo: Boitempo; FAPESP, 2004.

LAGOA, Ana. SNI: como nasceu, como funciona. São Paulo: Brasiliense, 1983.

LANGGUTH A. J. A face oculta do terror. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979.

LEMOS, Renato. Poder Judiciário e poder militar (1964-69). In: CASTRO, Celso; IZECKSOHN, Vitor; KRAAY, Hendrik. Nova história militar brasileira. Rio de Janeiro: FGV, 2004, p. 409-438.

MACIEL, Wilma Antunes. O capitão Lamarca e a VPR. Repressão judicial no Brasil. São Paulo: Alameda, 2006.

MAGALHÃES, Marionilde Dias Brephol de. A lógica da suspeição: sobre os aparelhos repressivos à época da ditadura militar no Brasil. Revista Brasileira de História, São Paulo,v. 17, n. 34, p. 203-220, 1997.

MARTINS FILHO, J.R. 1996. O palácio e a caserna: a dinâmica militar das crises políticas na ditadura (1964-1969). São Carlos, Ed. UFSCar, 204 p.

MARTINS FILHO, João Roberto. A educação dos golpistas: cultura militar, influência francesa e golpe de 1964. In: The cultures fo dictatorship: historical reflections on the brazilian golpe of 1964. 14-16 out. 2004.Universidade de Maryland, Estados Unidos, 2004.

MARTINS FILHO, João Roberto. Tortura e ideologia: os militares brasileiros e a doutrina da guerre révolutionnaire (1959-1974). In: SANTOS, Cecília MacDowell; TELES, Edson; TELES, Janaína de Almeida (org.). Desarquivando a ditadura: me- mória e justiça no Brasil, v. 1. São Paulo: Hucitec, 2009. p. 179-202.

MARTINS FILHO, João Roberto. “A guerra da memória: a ditadura militar nos depoimentos de militares e militantes”, Varia História, n. 28, 2003, pp. 178-201.

MARTINS FILHO, João Roberto. “A conexão francesa: da Argélia ao Araguaia. Vária História, Belo Horizonte, vol. 28, n. 48, p. 519-536: jul/dez 2012.

MARTINS FILHO, João Roberto. Segredos de Estado: o governo britânico e a tortura no Brasil, 1969-1976. Curitiba: Prismas, 2017.

MORAIS, Thaís; SILVA, Eumano. Operação Araguaia: os arquivos secretos da guerrilha. São Paulo: Geração Editorial, 2005.

MOTTA, Rodrigo Patto Sá. Modernizando a repressão: a Usaid e a polícia brasileira. Revista Brasileira de História, v. 30, p. 237-266, 2010.

MOTTA, Rodrigo Patto Sá . O anticomunismo militar. In: MARTINS FILHO, João Roberto. (Org.). O golpe de 1964 e o regime militar: novas perspectivas. São Carlos: EdUFSCAR, 2006, p. 9-26.

MOTTA, Rodrigo Patto Sá. O ofício das sombras. Revista do Arquivo Público Mineiro, Rio de Janeiro, ano XLII, n. 1, p. 52-69 jun. 2006.

MOTTA, Rodrigo Patto Sá. As universidades e o regime militar. Rio de Janeiro: Zahar, 2014.

NABUCO, Rodrigo. Conquête des espris et commerce des armes. la diplomatie militaire française au Brésil (1945-1974), (Doutorado em História). Université Toulouse II – Le Mirail, 2011.

NASCIMENTO, Gabriel dos Santos. Violência fardada: a polícia Militar do estado de São Paulo na ditadura civil-militar (1964-1982). Historia 2.0, Conocimiento histórico en clave digital, Año III, n. 5, Bucaramanga, Jun. 2013, p. 130-143.

NOSSA, Leonêncio. Mata! O major Curió e as guerrilhas do Araguaia. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

PADRÓS, Enrique Serra (Org.). Cone Sul em tempos de ditadura. Reflexões e debates sobre a História Recente. Porto Alegre: Evangraf/UFRGS, 2013.

PADRÓS, Enrique Serra; SIMÕES, Silvia. A ditadura brasileira e o golpe de Estado chileno. Outros tempos, v. 10, 2013, p. 233-261.

PEIXOTO, Rodrigo Corrêa Diniz. A guerra que veio depois da guerrilha. Acervo, Rio de Janeiro, v. 27, n. 1, p. 239-253, jan.-jun. 2014.

PEREIRA, Antony. Ditadura e repressão. O autoritarismo e o estado de direito no Brasil, no Chile e na Argentina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2010.

POMAR, Pedro Estevam da Rocha. Massacre na Lapa. São Paulo: Busca Vida, 1987.

PORTELA, Fernando. Guerras de guerrilhas no Brasil: a saga do Araguaia. São Paulo: Terceiro Nome, 2002.

RESENDE, Pâmela de Almeida. Os vigilantes da ordem. O SNI e a suspeição aos movimentos pela Anistia (1975-1983). Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2015.

QUADRAT, Samantha Viz, “A preparação dos agentes de informação e a ditadura civil-militar no Brasil”, Varia História, v. 28, 2012, p. 19-41.

QUADRAT, Samantha Viz. Operação Condor, o “Mercosul” do terror. Estudos Iberoamericanos. PUCRS, v. XXVIII, n. 1, p. 167-182, jun. 2002.

QUADRAT, Samantha Viz. O Brasil sob a asa sombria do Condor. In: MARTINS FILHO, João Roberto (Org.) O golpe de 1964 e o regime militar: novas perspectivas. São Carlos: EdUFSCAR, 2006, p. 161-181.

RODRIGUES, Fernando da Silva; VASCONCELOS, Cláudio Beserra, “Os oficiais brasileiros da reserva e a defesa da memória institucional do ‘31 de março de 1964’”, História Unisinos, 18 (3), set./dic. 2014, p.514-528.

RIBEIRO, Belisa. Bomba no Riocentro. O fim de uma farsa. Rio de Janeiro: Sisal, 1999.

SETEMY, Adrianna. Do Serviço de Estudos e Informações (SEI) ao Centro de Informações do Exterior (CIEX): O Itamaraty e o processo de institucionalização da atividade de informações no Brasil para o combate ao comunismo internacional. Locus (UFJF), 2018 (en prensa).

SOUZA, Percival de. Autópsia do medo: vida e morte do delegado Sérgio Paranhos Fleury. São Paulo: Globo, 2000.

STUDART, Hugo. A lei da selva: estratégias, imaginário e discurso dos militares sobre a Guerrilha do Araguaia. São Paulo: Geração Editorial, 2006.

TELES, Janaína de Almeida. “The Araguaia Guerrilla War (1972-1974). Armed resistance to the Brazilian dictatorship. Latin American Perspectives, Issue 216, v. 44, n. 5, sep. 2017, p. 30-52.

TEÓFILO, João; LEAL, Bruno. Entrevista con el historiador Rodrigo Patto Sá Motta. Café História. 12 jun. 2017. https://www.cafehistoria.com.br/entrevista-rodrigo-patto-sa/. Acceso en: feb. 2018.

VALENTE, Rubens. As flechas e os fuzis. História de sangue e resistência indígena na ditadura. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.

XAVIER, Marília. Antecedentes institucionais da polícia política. Dops: a lógica da desconfiança, Rio de Janeiro: Secretaria do Estado da Justiça/Arquivo Público do Estado, p. 32-36, 1993.

Descargas

Publicado

2018-04-10