Da segunda abolição ao fim da democracia racial: interpretações historiográficas sobre a presença do negro na história repúblicana do Brasil

Autores/as

  • Flávio Thales Ribeiro Francisco Universidad Federal do ABC

Palabras clave:

História, República brasileira, Hierarquia racial, Movimentos negros

Resumen

O objetivo deste artigo é apresentar o debate historiográfico sobre a presença dos negros na República brasileira. Os estudos sobre a questão racial e os movimentos negros no Brasil estão ligados profundamente à produção historiográfica sobre a escravidão. Assim, o debate sobre o pós-abolição no Brasil se inicia com a identificação dos elementos da sociedade escravocrata que determinaram a marginalização da população negra ao longo do século XX. Aqui discutiremos o modo como foram tratados o processo de formação de uma hierarquia racial após a abolição e a ascensão dos movimentos negros no Brasil pelos historiadores e estudiosos das ciências sociais.

Citas

Abreu, Martha & Dantas, Carolina Vianna (2011). É chegada "a ocasião da negrada bumbar": comemorações da abolição, música e política na Primeira República”,Varia História, v. 27, p. 97-120.

Albuquerque, Wlamyra R. de. (2009). O jogo da dissimulação: abolição e cidadania negra no Brasil. São Paulo, Companhia das Letras.

Andrews, George. (1998). Negros e Brancos em São Paulo, 1888-1988. Bauru, EDUSC.

Bastide, Roger & Fernandes, Florestan. (2008 [1959] ). Brancos e Negros em São Paulo. São Paulo, Editora Global.

Butler, Kim D. (2008). Freedoms given, freedoms won: Afro-Brazilian in post- abolition, São Paulo and Salvador. New Brunswick, Rutgers University Press.

Cardoso, Fernando Henrique. (1962). Capitalismo e Escravidão no Brasil Meridional: O Negro na Sociedade Escravocrata do Rio Grande do Sul. São Paulo, DIFE.

Cardoso, Cláudia Pons. (2012). Outras falas: feminismo na perspectiva de mulheres negras brasileira. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo da Universidade Federal da Bahia.

Carone, Edgard. (1989). Classes Sociais e Movimento Operário. Ed. Ática, São Paulo.

Chalhoub, Sidney. (1990). Visões da Liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na Corte. São Paulo, Companhia das Letras.

Costa, Emília Viotti da. (2012 [1966] ). Da Senzala à colônia. São Paulo, Editora UNESP.

Cruz, Maria Cecília Velasco. (1998). Virando o Jogo: Estivadores e Carregadores no Rio de Janeiro da Primeira República. Tese de Doutorado, Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade de São Paulo.

Domingues, Petrônio & GOMES, Flávio dos Santos (Org.). (2011). Experiências da emancipação: biografias, instituições e movimentos sociais no pós-abolição (1890-1980). São Paulo, Summus Editorial.

------------(2008). A nova abolição. São Paulo, Selo Negro.

------------(2005). A insurgência de ébano: a História da Frente Negra Brasileira (1931-1937). Tese de Doutorado. Departamento de História da Universidade de São Paulo.

-------------(2004). Uma história não contada: negro, racismo e branqueamento no São Paulo pós-abolição. São Paulo, Senac.

Fernandes, Florestan.(2008 [1965] ). A integração do negro na sociedade de classes. São Paulo, Editora Globo, Vol. I.

Ferrara, Miriam Nicolau (1986). A imprensa negra paulista (1915-1963). São Paulo, FFLCH/USP.

Freitas, Taís Pereira de. (2017). Mulheres negras na educação brasileira. Curitiba, Editora Appris.

Freyre, Gilberto (2006 [1933] ). Casa Grande & Senzala. São Paulo, Global Editora.

Ianni, Octávio. (1998 [1962]). As metamorfoses do escravo: apogeu e crise da escravatura no Brasil meridional. São Paulo, Hucitec.

Machado, Maria Helena P. T. (1994). O plano e o pânico: movimentos sociais na década da abolição. Rio de Janeiro/ São Paulo, Editoria da UFRJ/ Editora da Universidade de São Paulo.

Mattos, Hebe. (1995). Das Cores do Silêncio. Os significados da liberdade no sudeste escravista (Brasil, séc. XIX). Rio de Janeiro, Arquivo Nacional, 1995.

Mello, Marina P. A. (2014). Não somos africanos, somos brasileiros Identidade nos jornais do povo negro e dos imigrantes. São Paulo, Annablume.

Moura, Clóvis. (1988 [1959] ). Rebeliões da Senzala. Porto Alegre, Editora Mercado Aberto.

Pereira, Amilcar Araujo. (2013). O Mundo Negro: relações raciais e a constituição do movimento negro contemporâneo no Brasil. Rio de Janeiro, Pallas/FAPERJ.

Pinto, Regina Pahim. (2013 [1992]). Movimento negro em São Paulo: luta e identidade. Ponta Grossa, UEPG/Fundação Carlos Chagas.

Rios, Flávia Mateus (2014). Elite Política Negra no Brasil (1978-2002). Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade de São Paulo.

Schwarcz, Lilia Moritz (2017). Lima Barreto triste visionário. São Paulo, Companhia das Letras.

Souza, Ednélia Maria Oliveira. (2016).Travessias e tramas: fragmentos da vida de africanos e afro-brasileiros no pós-abolição - Bahia (1888-1930). Salvador, EDUNEB.

Weinstein, Bárbara. (2015). The Color of modernity: São Paulo and the Making of Race and Nation in Brazil. Durham, Duke University Press.

Xavier, Giovana; Farias, Juliana Barreto; Gomes, Flávio (org.). (2012). Mulheres negras no Brasil escravista e do pós-emancipação. São Paulo, Selo Negro.

Publicado

2018-04-10